domingo, 17 de maio de 2009

“Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”



Toda vez que puxo a descarga dou uma olhadinha pra conferir e penso aliviado. Foi! Mas pra onde foi? Quase nunca me interesso, o que importa é que não está mais ali. O importante é jamais ver aquilo que demais impuro sou capaz de produzir. Porém outro dia procurei responder minha inquietante questão: Para onde vai a merda? Antes não tivesse descoberto que existe uma coisa chamada de Sistema de Tratamento de água e Esgoto. O bolo fecal depositado todos os dias por mais de um milhão de curitibanos também faz parte da matéria prima que alimenta este sistema de tratamento de água e esgoto. Tratamento...para que tratar uma coisa dessas?. Tratar para devolver à rede de distribuição de água. Devolver para nós. Sim, sua merda foi passear meu amigo. Como disse o químico Frances, Lavosier, “nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Sua merda se transformou um pouco e voltou no meio da água. Mas ela ainda está lá. Ou vai me dizer que nunca ouviu falar do nível dos coliformes fecais. O nome já diz tudo. Fecais, fezes. Meu deus, se existe um nível de tolerância de merda na água é por que existe merda na água! Alguém pode pensar. Tudo bem, eu só tomo água mineral. Sim, mas e o seu banho, também é de água mineral? Entendo que pensando à fundo é desesperador, porém como água é vida o que nos resta é confiar no serviço público.
Espero que os trabalhadores da Sanepar não se espelhem no trabalho dos políticos brasileiros.Se não, literalmente, vai dar merda!
Everton Mossato