quarta-feira, 31 de março de 2010

Minha primeira vez no swingue*

*texto enviado por e-mail por uma colaboradora do blog que preferiu se identificar como Sra. C.

Sempre gostei de uma sacanagenzinha. Meu namorado também é viciado em mulher (igual ao seu, minha amiga, não se iluda). Pois bem, decidimos, depois de muitos vídeos instrutivos no Multishow, conversas e pesquisas com amigos, ir em um clube de troca de casais, ou swingue, para os íntimos. Como era a noite do “Poko Pano” coloquei meu shorts mais curto, uma blusinha decotada e lá fomos nós para os confins da cidade. Uma casa enorme com carros importados, manobrista, e um rapaz muito educado que nos mostrou a casa usando frases como “o buraco na parede é para os casais interagirem” e “não pode conversar para não atrapalhar a diversão”. Sentamos em uma mesinha na pista e ficamos olhando as “contratadas” dançando na passarela, e outras esposas no queijo (pra quem não assistiu à novela das 8, um palanque redondo com um mastro no meio). Deixei meu noivo ali (parece que lá dentro ninguém tem nome, é só marido e esposa) e fui pegar uma bebida. No caminho, algumas mãos me puxando, mas como estava sem óculos, nem dei atenção. Depois de uma jarra de vinho e um conhaque, começamos a “interagir” com os casais, puxando conversa com uma morena estonteante acompanhada de um caminhoneiro. Deixa esse pra lá... Depois, subi no queijo e comecei a conversar com uma loira. “Se você não tirar shorts, não vai ganhar prêmio”. Pra que ir com “Poka Roupa” se você tem que tirar ela depois? Tudo bem, tirei o shorts, sabia que não ia fazer feio. Só ficaria com vergonha de tirar a parte de cima, pois a maioria é siliconada e eu... bem, não. Foi aí que começou o inferno na terra, ou o céu, para os homens como o meu. 23 garotas lindas semi-nuas dançando juntas na passarela. Confesso que nessa hora fiquei com um pouco de ciúme, pois ele ficou vidrado em uma maldita morena que dançava lá em cima, sem um grama de celulite e tudo no lugar, e eu nem recebia atenção. Mas passou rapidinho, quando começaram os shows dos strippers. Impressionante como uma mulher consegue se segurar no mastro sem usar as mãos, e faz uma manobra como se fosse cair de cara no chão, tudo isso tirando a roupa sensualmente. Depois veio o gogo-boy e, medo, dançou em cima de mim. Acabando os shows e brindes, a pista esvaziou. Adivinhe pra onde foi todo mundo? Para as cabines e camas coletivas, afinal, estávamos ali pra isso. Pegamos nosso casal da loira e fomos lá conhecer. Sabia o que meu namorado queria, e logo já enfiei os três em uma cabine e começamos a fazer um trenzinho. Beijo aqui, beijo ali, mão naquilo... os quatro se pegando. Na hora do vamo vê, pedi pra que trocassem de lugar. Aí rolou de tudo, na medida do cabível, pois a cabine era bem apertada. No meio da confusão, o casal da morena e do caminhoneiro passou, me viu, pegou minha mão lá de dentro, enfiando dentro da blusa dela, mas como eu tava ocupada, não rolou. Saíram reclamando, gente estranha. Fiquei sabendo também que depois ele chegou no meu noivo e disse: “minha mulher morrendo de tesão por você, e você nem olha pra ela”. Mané tem em qualquer canto. Mas lá também tem gente legal, metida, tem as panelinhas. Ficamos até as 5h da manhã, ainda chegamos em casa e rolou “aquela”. No outro dia também. E no outro também, não conseguíamos parar de pensar em sacanagem. Voltaremos no próximo final de semana, mas espero não ficar viciada em ver meu noivo cheio de testosterona, peitos enormes e gente se divertindo, como casal que conhecemos: 18 anos de casamento, todo final de semana no swingue e muito amor pra dar.

Big Lucro Brasil

Alienação do povo paga os Big Brothers e muito mais



São 21h45 de terça-feira, dia 30 de março de 2010. O pseudo-jornalista Pedro Bial com o microfone na mão anuncia que começou uma grande final do maior reality show do país. Cerca da metade da população brasileira vibra diante da televisão esperando soar o nome do novo herói da nação. Comemora o sucesso do futuro ex-famoso na tentativa de esquecer seus próprios problemas.

O prêmio de 1,5 milhão de reais parece muito (e realmente é muito) para o cidadão assalariado. Porém, somado o custo das ligações de apenas um paredão a emissora arrecada cerca de 3,5 milhões de reais. No dia da eliminação da mineira Angélica o programa recebeu 77 milhões de votos (entre ligações e SMS’s), que representa o valor de dois prêmios máximos em apenas um dia.

A pergunta que não cala é: o que fazem Cadú, Fernanda e Dourado para receber tamanha audiência e comoção popular? Essa massa que acompanha o programa tem a proporção digna de posses de presidentes e velórios de papas. Por outro lado, em Brasília o Mensalão do DEM levou apenas 300 pessoas às ruas para exigir justiça. Se uma emissora de TV pode mobilizar mais de 70 milhões de pessoas quando mostra participantes dentro de uma casa fazendo suas necessidades fisiológicas e afazeres domésticos, imagine o que poderiam fazer pela democracia do país!?

Ao fim do Big Brother Brasil 10 não é apenas um participante que ganha, o maior vitorioso é a nação brasileira, que fica livre dessa mediocridade intelectual que são os BBB’s. E podem enfim voltar às suas preocupações reais e mudar o assunto nas cozinhas, nos bares e nos pontos de ônibus.

por Karilene Stradioto, José Aristides e Everton Mossato

terça-feira, 9 de março de 2010

O fim das prostitutas jornalistas


.
O ponto positivo do fim da exigência do diploma para exercer a profissão de jornalista é que há um despejo menor de jornalistas no mercado de trabalho. Bom, isso para quem está estudando e vive a insegurança de enfrentar o mercado de trabalho, é claro. Mas não só para eles, o mercado e a sociedade também podem ganhar com isso. Alguém pode cogitar que formando menos profissionais cai a qualidade e nível da profissão. Mas peraí, a Pós-Graduação nunca foi exigência para a prática de profissão alguma e mesmo assim milhares de profissionais buscam as especializações Brasil a fora. Parece haver um movimento de filtragem, tudo indica que agora restou só a “nata” dos estudantes de jornalismo.

A cada dia os jornais, sobretudo os especializados em cobrir a propria mídia, anunciam o fechamento de mais um curso de jornalismo pelo país. O fim da exigência do diploma afugentou os que procuram o curso por modismo. Será que isso representa o fim daquele tipo de profissional multifuncional de merda que vemos na TV, que se intitula: modelo, atriz, prostituta e jornalista. O que a pessoa menos desenvolve é a atividade jornalística, mas usa a formação para passar uma certa.... certa... credibilidade? Confiança? Será que eles querem dizer: “olhe, não sou apenas linda e gostosa, eu penso!”. Vai saber, o que importa é que a tendência é uma melhora na qualidade dos que buscam o curso.

Creio que apenas as instituições melhores preparadas continuarão a oferecer a formação desta área da comunicação. Pois, na verdade temos vários exemplos de profissões cujo diploma jamais foi obrigatório para o exercício do oficio e mesmo assim os cursos não acabaram. Dentro da área de comunicação social temos o exemplo da publicidade e propaganda e do curso de designer, que sempre são muito procurados e formam turma todo semestre.

SINDICATOS - No outro lado desta questão estão os sindicatos de jornalistas. Pelo que tudo indica ainda agem como velhos conservadores que fecham a cara e observam de longe, com medo, ao menor sinal de mudança. Com exceção do sindicalismo paulista os demais estados não se posicionaram perante a sindicalização de jornalistas sem diploma. Se escondem atrás do conservadorismo e batem a porta na cara de aspirantes a jornalista sem formação. Isso é um absurdo, o mercado não deixará de contratar por isso, haverá um desvio de função e um enfraquecimento da categoria. Menores salários e o descumprimento das normas que regem a função já assombram os que desejam o ingresso no mundo dos periódicos.

Que a queda da exigência do diploma para o exercício da função seja o fim da prostituta de microfone na mão e o recomeço de uma categoria de trabalhadores fundamentais para a democracia e a sociedade brasileira.

por Everton Mossato

sábado, 6 de março de 2010

A Corrida Contra o Tempo

.

Todo dia é a mesma história: o cidadão acorda atrasado e enfrenta uma guerra para chegar vivo e há tempo ao trabalho. Por que não adicionar um ar futebolístico a essa cena cotidiana e rir da nossa mazela de todo dia?

Confira o vídeo que produzi nos idos de 2009 para um trabalho da faculdade. A princípio era apenas um áudio sem efeito, com o tempo fui adicionando algumas pitadas de efeitos sonoros e, pra completar, nada melhor que algumas imagens do google imagens a fim de contextualizar a merda toda.


por Everton Mossato