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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O Seminarista - Rubem Fonseca


Quando parar não é uma escolha
por Everton Mossato

A aposentadoria é a meta da maioria das pessoas. O tempo de serviço ou a idade são pré-requisitos para quem procura a Previdência Social (INSS). Outros optam pendurar as chuteiras pela Previdência Privada. Mas, independente da maneira que a conquistam, a aposentadoria representa a quebra de um vínculo com a antiga vida. Um novo ciclo que nasce, o passado se dissipa em boas e más lembranças, mas fica lá... no passado, apenas como lembranças.


Zé, O Especialista, protagonista em O Seminarista, também almeja esta nova etapa em sua vida. Porém, sua profissão não é comum, não tem carteira assinada e muito menos seguro de vida. Nela o passado insiste em permear o presente e o persegue como uma sombra.

domingo, 25 de julho de 2010

Curitiba em Quadrinhos


por Everton Mossato
Mesmo sem gibis regionais nas bancas, a cidade é pólo de ótimos artistas e possui Gibiteca de dar inveja no resto do país. O que falta para a criação do selo Curitiba Comics?

Este post trata de um texto que fiz nas aulas de jornalismo literário, 
do professor Paulo Camargo, sobre a produção de história em quadrinhos em Curitiba. 
Devido à questões de formatação, hospedei o arquivo em um servidor e 
disponibilizei link abaixo.
Boa leitura!


sábado, 10 de julho de 2010

Caolho não vê 3D

Pasmem companheiros, mas é verdade. Caolho não vê 3D. Pessoas com monovisão, ou qualquer tipo de problema para enxergar, como miopia por exemplo, não conseguem ver os efeitos do cinema em 3 dimensões, a grande febre do momento. Calma loiras, não tô falando de cegueira, é óbvio que eles não conseguem ver filmes, nem os normais, infelizmente. 


Mas o grande problema é a comunicação, ou a falta dela. Em lugar algum você encontra esse ‘detalhe’ característico desta 'nova tecnologia'. As pessoas pagam o ingresso e descobrem isso dentro da sessão. Por vezes coagidas pelos amigos se calam e vão embora, junto levam o prejuízo financeiro e a enorme interrogação: será que era isso que eu deveria ver? Se sim... que lixo! Mesmo as pessoas com simples problemas de visão, que usam óculos de grau, devem usá-lo junto com os óculos cedidos pelo cinema (se conseguirem), para estas pessoas também não há nenhum tipo de aviso.

Infelizmente há um enorme mercado para o cinema 3D, e a maioria das pessoas tem “os dois olhos funcionantes” e podem usufluir de tais efeitos e nutrir a indústria hollywoodiana numa nyce. Portanto não  há interesse algum, nem por parte da indústria do cinema, nem por parte da mídia gorda de informar essa pedra no sapato dos cinemas 3D, que infelizmente não são tão democráticos e nem um pouco francos com seus fiéis usuários. 

por Everton Mossato

sábado, 22 de maio de 2010

O cinema alternativo ainda existe em Curitola!

EVERTON LUIZ DA ROCHA MOSSATO

Levaram o Ritz, o Luz, muitos outros já haviam sido usurpados antes mesmo de eu nascer. Ouvi falar de um tal de cine Lidô, cine São João. Vi Mortal Kombat no Plaza, ali na Ozório. Que, feito uma ovelha, foi incorporada ao rebanho das congregações religiosas evangélicas protestantes. Enfim companheiros, o cinema de rua acabou, respira em aparelhos e isso já sabemos há muito tempo. Nos shoppings só chopps, filmes bons? Raridade. Voltando às ruas, vejo a marginalidade. Assim como a sociedade o cinema caminhou para prostituição. Num rápido balanço podemos listar, com ajuda dos maisvelhos, os cinemas de rua de Curitiba. Veremos duas vertentes comerciais: a da indústria religiosa e a da indústria sexual. Os que não viraram igrejas protestantes, transformaram-se em cinemas pornôs (nestes pelo menos a arte continua).

Sem mais delongas, vamos a boa nova. Para fazer frente com a velha guerreira Cinemateca nessa batalha pela exibição dos filmes alternativos, ou que fujam do cinema "roliudiano", o Paço da Liberdade conta com uma sala de cinema e uma incrível disposição em sua programação. Enquanto não voltam para batalha as salas Ritz e Luz, (que texto bélico) na rua Riachuelo, onde outrora marcharam milicos nas fardas verde-oliva, podemos contar com o Paço da Liberdade (do SESC/PR) para nos deliciarmos com filmes de vanguarda, mostras alternativas, cinema italiano, produção regional e sabe-deus-o-quê.

O Paço Municipal conta com uma intensa agenda de atividades no que diz respeito ao áudiovisual. Confira um VT que fiz, (com ajuda da Karilene), sobre a Mostra Vídeo do Itaú Cultural. Todas as quintas feiras ocorrem sessões gratuitas às 19h30, a temática do mês de maio é o Cinema e o espaço Urbano.


Para conhecer a programação cultural do Paço da Liberdade acesse http://pacodaliberdade.ning.com.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Big Lucro Brasil

Alienação do povo paga os Big Brothers e muito mais



São 21h45 de terça-feira, dia 30 de março de 2010. O pseudo-jornalista Pedro Bial com o microfone na mão anuncia que começou uma grande final do maior reality show do país. Cerca da metade da população brasileira vibra diante da televisão esperando soar o nome do novo herói da nação. Comemora o sucesso do futuro ex-famoso na tentativa de esquecer seus próprios problemas.

O prêmio de 1,5 milhão de reais parece muito (e realmente é muito) para o cidadão assalariado. Porém, somado o custo das ligações de apenas um paredão a emissora arrecada cerca de 3,5 milhões de reais. No dia da eliminação da mineira Angélica o programa recebeu 77 milhões de votos (entre ligações e SMS’s), que representa o valor de dois prêmios máximos em apenas um dia.

A pergunta que não cala é: o que fazem Cadú, Fernanda e Dourado para receber tamanha audiência e comoção popular? Essa massa que acompanha o programa tem a proporção digna de posses de presidentes e velórios de papas. Por outro lado, em Brasília o Mensalão do DEM levou apenas 300 pessoas às ruas para exigir justiça. Se uma emissora de TV pode mobilizar mais de 70 milhões de pessoas quando mostra participantes dentro de uma casa fazendo suas necessidades fisiológicas e afazeres domésticos, imagine o que poderiam fazer pela democracia do país!?

Ao fim do Big Brother Brasil 10 não é apenas um participante que ganha, o maior vitorioso é a nação brasileira, que fica livre dessa mediocridade intelectual que são os BBB’s. E podem enfim voltar às suas preocupações reais e mudar o assunto nas cozinhas, nos bares e nos pontos de ônibus.

por Karilene Stradioto, José Aristides e Everton Mossato

terça-feira, 9 de março de 2010

O fim das prostitutas jornalistas


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O ponto positivo do fim da exigência do diploma para exercer a profissão de jornalista é que há um despejo menor de jornalistas no mercado de trabalho. Bom, isso para quem está estudando e vive a insegurança de enfrentar o mercado de trabalho, é claro. Mas não só para eles, o mercado e a sociedade também podem ganhar com isso. Alguém pode cogitar que formando menos profissionais cai a qualidade e nível da profissão. Mas peraí, a Pós-Graduação nunca foi exigência para a prática de profissão alguma e mesmo assim milhares de profissionais buscam as especializações Brasil a fora. Parece haver um movimento de filtragem, tudo indica que agora restou só a “nata” dos estudantes de jornalismo.

A cada dia os jornais, sobretudo os especializados em cobrir a propria mídia, anunciam o fechamento de mais um curso de jornalismo pelo país. O fim da exigência do diploma afugentou os que procuram o curso por modismo. Será que isso representa o fim daquele tipo de profissional multifuncional de merda que vemos na TV, que se intitula: modelo, atriz, prostituta e jornalista. O que a pessoa menos desenvolve é a atividade jornalística, mas usa a formação para passar uma certa.... certa... credibilidade? Confiança? Será que eles querem dizer: “olhe, não sou apenas linda e gostosa, eu penso!”. Vai saber, o que importa é que a tendência é uma melhora na qualidade dos que buscam o curso.

Creio que apenas as instituições melhores preparadas continuarão a oferecer a formação desta área da comunicação. Pois, na verdade temos vários exemplos de profissões cujo diploma jamais foi obrigatório para o exercício do oficio e mesmo assim os cursos não acabaram. Dentro da área de comunicação social temos o exemplo da publicidade e propaganda e do curso de designer, que sempre são muito procurados e formam turma todo semestre.

SINDICATOS - No outro lado desta questão estão os sindicatos de jornalistas. Pelo que tudo indica ainda agem como velhos conservadores que fecham a cara e observam de longe, com medo, ao menor sinal de mudança. Com exceção do sindicalismo paulista os demais estados não se posicionaram perante a sindicalização de jornalistas sem diploma. Se escondem atrás do conservadorismo e batem a porta na cara de aspirantes a jornalista sem formação. Isso é um absurdo, o mercado não deixará de contratar por isso, haverá um desvio de função e um enfraquecimento da categoria. Menores salários e o descumprimento das normas que regem a função já assombram os que desejam o ingresso no mundo dos periódicos.

Que a queda da exigência do diploma para o exercício da função seja o fim da prostituta de microfone na mão e o recomeço de uma categoria de trabalhadores fundamentais para a democracia e a sociedade brasileira.

por Everton Mossato