terça-feira, 26 de abril de 2011

A metade do segundo

por Everton Luiz da Rocha Mossato

Não demonstrava impaciência nem nervosismo com o movimento à sua frente. Nesse mundo tudo é tão rápido, os carros quase voam, as pessoas sempre com pressa. Tudo é tão mecânico, o bom dia já não parece lhe desejar mais um dia bom de fato. Sem ter o que fazer apenas observava. Olhou as mãos rápidas da moça do caixa passar o cartão na máquina.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Bagunça não, independência

idiossincrasia de Everton Mossato

Pela primeira vez moro “sozinho”. Longe dos meus pais e de meu país. Confesso que na minha casa, com meus pais, nunca dei muita atenção para tarefas do cotidiano doméstico. Como varrer o chão, lavar louça, lavar roupa, fazer comida, tomar banho (opa, tomar banho não, isso é igual em qualquer lugar) enfim, arrumar o quarto e esse tipo de coisa. Mas agora, morando sozinho aqui em Coruña a coisa mudou. Na verdade a ideia de ter que me virar com as coisas essenciais à vida social foi algo que contribuiu na decisão de sair de casa, e do Brasil, e fazer um intercâmbio. Em Curitiba as vezes ajudava com a louça, mas muito raramente e fazia comida as vezes, mas era mais quando queria comer algo específico, ou também pra ver se conseguia cozinhar algo que mais alguém fosse capaz de comer. Ano passado como ficava o dia todo fora de casa “não tinha tempo” de arrumar o quarto. Nem eu acreditei nessa, sempre tem tempo se a gente precisa fazer algo.

terça-feira, 22 de março de 2011

Líbia, já vi esse filme antes

Por Everton Mossato

Líbia é um segundo Iraque, não? Mas agora a União Europeia e a ONU estão calejadas, mais espertas e rápidas. Não vão deixar os americanos comerem o bolo sozinho. O quanto rende uma ocupação num país banhado em petróleo? Muito, com certeza. É o bastante para que o já conhecido argumento covarde de hipócrita seja destilado na mídia mundial, sempre homogenia e omissa. Repetir o discurso das grandes potências é uma conduta um tanto infantil aos que se apresentam como comunicadores.

segunda-feira, 21 de março de 2011

AUTOCONTROLEPROPRIODESIMESMO e algumas digressões. Vai encarar?

Sobre o que passa em uma cabeça as três da madruga de um domingo/segunda em La Coruña. Sóbrio e sem sono. Sem edição, revisão ou correção... um tanto filosófico e pseudopsicológico. 
| Everton Mossato

Nunca pensei que seria fácil, muito menos difícil. Nossa mente tem muita força e quase nunca nos damos conta disso. Quando tomei a decisão de fazer um intercâmbio não sabia o que ia enfrentar, imaginava algumas coisas, mas nada de muito concreto.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Xuxa e sua fama (até na espanha)




É bom descobrir que o Brasil exporta boa música como a bossa nova, que somos lembrados  não apenas por nossas mazelas, que muita gente sonha em conhecer o Brasil e que  nossos Reis e  Rainhas são conhecidos no mundo todo. Mas falando em Rei e Espanha... porque não me calo?

Confirmamos por e-mail que íamos ao passeio em San Andres. Eu e o Raphael de novo, a gente tá tipo o Greg e o Chris do Todo Mundo Odeia o Chris. Nós tínhamos de fazer o pagamento lá na sede do AEGEE, no campus Elviña da UDC. O AEGEE é tipo uma associação de alunos intercambistas que organizam viagens e promovem a integração dos alunos. Estávamos sem mapa nem endereço nas mãos.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Fotos Coruña

Primeira aula

Vinte e um días depois que pisei em la coruña assisto minha primeira aula. Creio que foi melhor do que imaginava quando estava decidindo o país que iria fazer meu intercâmbio. Os espanhóis falam muito rápido, por isso se torna difícil entender o que dizem. Mas como já estou aqui há algumas semanas creio que acostumei meu ouvido e acho que entendi uns 60% do que a professora disse.  Mas antes de assistir a aula tive que chegar até a sala.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ButecoBit en la Coruña

Coruña, 20 de febrero de 2011.

Tudo que é novo nos marca. As primeiras-vezes que a vida nos trás não são esquecidas facilmente. No entanto, minha memória é péssima, por isso prefiro escrever. Estou em A Coruña agora, fazem 17 dias que cheguei aqui. Portanto era uma quinta feira, os luminosos verdes em forma de cruz das farmácias me diziam que eram nove da noite, diziam também que fazia uns sete graus, mas isto eu não precisava olhar para o luminoso para saber, meu corpo era quem me dizia. Pois bem, é bom que eu comece a registrar minhas impressões deste novo mundo logo, se não o cotidiano se impõe e o que era novo e diferente vira normal... normal. Nestes dezessete dias aqui na Galicia muita coisa já aconteceu, mas aos poucos vou recordando e registrando. Conteúdo eu creio que não irá faltar, pois o simples ato de atravessar a rua nos mostra que estamos fora do brasil. Ou vai me dizer que você respeita um sinal vermelho para pedestre quando não há carros na rua? Aqui respeitam, e quem não respeita leva bronca das velhinhas.

sábado, 28 de agosto de 2010

desabafo9pra10defereirode2007.txt


é interessante como a cada minuto a verdade absoluta vem a tona,
sem pre a razão me domina, e quando ela dá espaço a um momento de reflexão vejo o quanto ela é ínfima diante da compexidade do mundo, pensar tanto e fazer tanta merda, errar no mesmo lugar não é muito interessante pra quem quer evoluir, ou é....será que stou desenvolvendo uma novo modelo de pensar e viver, acho que não....na minha prepotencia aprendo,com o mundo aprendo, na sua critica e no seu elogio aprendo......a vergonha me mostra como sou burro, burro e não ignorante, as fases da vbida não se elevam , só retornam,minhas píores características aparecem sempre na hora que mais preciso das melhores, a rotina quer o que de mim, minha alma, minha servidão eterna....o novo vem e, tromba em mim,mas prefiro o velho, como uma consciência pouquissima lucida, voltando as vidas aprendendo muito pouco....................pessoas me amam, mas e eu : me amo....................é dificil acreditar ...............perdão e agradecimento, vida, assim eu
tento, e como q uero ser grande tento de novo, e sempre, tentando.
a essencia deve ser não desistir, duvidar, deixasr de acreditar nas verdades absolutas que me tomam, deixar de sentir as emçoes que me dominam...........toxinas não nasceram comigo e sim ao meu lado.....como muitas outras coisas que o mundo me olferece estão ao meu lado..
...peço perdão à mim mesmo.........agradeço à vida por um novo dia e uma nova chance...pra provar o quanto pequeno e cheio de potencial eu sou, o senso coletivo quase nao me interessa,o auto-conhecimento é a bola da vez..............dificil de domar...pelo menos ainda vejo............obrigado a todos...quem sabe um dia a serenidade me seja plena, verdadeira e absoluta.......por meio de teclas, pressionadas por força do meu corpo saudavel que eu insisto
em destruir eu me espresso à mim mesmo, sem muita certeza, cheio de erros, sem saber escrever palavras que olhei muitas vezes, mas como o mundo que desfila e se apresenta tocando todos os sentidos todo dia, eu não vejo, olho e não vejo, penso mas não lembro, sei mas não uso...........quem sabe um dia...ou uma noite, menos eufórica, mais focada................obrigado pelo perdão.......não devo ser meu deus, se sou não sou tão justo...





Às vezes é bom revisitarmo-nos.
Revirando pastas do meu PC encontrei o texto acima. Não sei por que, mas resolvi compartilhá-lo com o mundo que nunca o lerá. Fazem mais de três anos, mas acho que tinha muita razão (mesmo sob efeito de algum alterador de percepção). Também infelizmente não mudei muito desde quando escrevi esse texto. Preferi postá-lo da maneira que o encontrei, recheado de erros e com uma pontuação característica daqueles que só escrevem nos chats, rápido e eufórico.

Everton Mossato