segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mudou o quê?

- Viu que o blog mudou de logo?
- Puts, nem vi. Ah, verdade. Mas não é a logo burro, é o cabeçalho.
- Não, isso é o banner.
- Sei lá, grande merda, quem liga pra isso?
- Acho que ninguém... tem um cigarro aí?
- Porra... já pensou em pará de fumá?
- Já. Tem cigarro ou não?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Viciado em TV é arrastado para rua em cima do sofá

Impressionante! Após dez anos trancado em casa assistindo televisão, homem é arrastado para rua em cima do sofá.

A partir do dia que sua esposa assinou um serviço de TV a cabo o homem não arredou o pé de casa. O vício pela televisão foi imediato. "Quando falei em assinar a TV ele não deu muita bola, mas foi dar uma sentadinha pra ver como eram os novos canais e pronto, não saiu mais de frente da televisão", conta a esposa. Segundo vizinhos o homem era uma pessoa "normal", comunicativa e boa praça. Cumprimentava todos na rua e não era raro vê-lo em longas conversas em frente ao portão de algum velho amigo. "Essa tal de TV a cabo é o diabo e ainda mais agora com essa tal de internete, só por Deus mesmo", fala assustada a vizinha.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O Seminarista - Rubem Fonseca


Quando parar não é uma escolha
por Everton Mossato

A aposentadoria é a meta da maioria das pessoas. O tempo de serviço ou a idade são pré-requisitos para quem procura a Previdência Social (INSS). Outros optam pendurar as chuteiras pela Previdência Privada. Mas, independente da maneira que a conquistam, a aposentadoria representa a quebra de um vínculo com a antiga vida. Um novo ciclo que nasce, o passado se dissipa em boas e más lembranças, mas fica lá... no passado, apenas como lembranças.


Zé, O Especialista, protagonista em O Seminarista, também almeja esta nova etapa em sua vida. Porém, sua profissão não é comum, não tem carteira assinada e muito menos seguro de vida. Nela o passado insiste em permear o presente e o persegue como uma sombra.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Para casa, com certeza

Hoje fui à extranjeria e descobri que não posso renovar meu visto de estudos aqui na Espanha. Isso quer dizer que vou embora em julho mesmo. Estava com a Carta de Aceitação da Universidade da Coruña, mas mesmo assim não pude renovar o visto. Pois o tipo de visto que tirei no Brasil é de até 180 dias e este não permite a renovação. Portanto teria que voltar ao consulado da Espanha no Brasil e solicitar um novo visto. Estranho né? Porque não fazem isso aqui mesmo, já que estou aqui? Não sei. Sei que mostrando uma folha e lendo um código que tinha no meu visto, a moça da extranjeria disse que não poderia renovar e que não havia nenhuma maneira de fazer isto aqui na Espanha. Eu desconfiava disso, já tinha ouvido falar, mas também tinha ouvido que pessoas na mesma situação que a minha conseguiram renovar seu visto por mais um ano. Vai saber. Na verdade estou até mais tranquilo agora. Nos últimos dias estava nessa situação incerta. Não sabia se ficaria aqui ou voltaria ao Brasil. Uma merda de situação. Mas agora é definitivo. Sei que vou voltar dia 14 de julho.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Um Passeio no Mundo Livre




O vídeo acima nada mais é que uma montagem de fotos e pequenos vídeos que fiz quando visitei Madrid. Na empolgação acabei tirando muitas fotos e, como estava sozinho, ficava tentando tirar fotos de mim mesmo diante de algum predio ou monumento da cidade. Com certeza a maior parte das fotos ficou zuada. Mas passando as imagens na máquina vi que dava um efeito diferente, por que minha posição não mudava muito diante da camera, só mudava o fundo. Entao, pra não simplesmente deletar essas fotos, resolvi fazer esse videozinho. A música é de Chico Science & Nação Zumbi, chama Um Passeio no Mundo Livre.

sábado, 28 de maio de 2011

Pixo ideológico?

Em A Coruña, como em qualquer centro urbano, os muros e prédios são suporte para uma forma de expressão anárquica. O pixo pode ser visto de várias formas pela sociedade. Bom ou ruim, bonito ou feio. Pra mim estes rótulos são superficiais e eu não me atreveria a julgar dentro destes padrões. Não me importa. Eles estão, por todas as cidades, comunicando-se com as pessoas a todo momento. Ignorados também a todo momento.

terça-feira, 26 de abril de 2011

A metade do segundo

por Everton Luiz da Rocha Mossato

Não demonstrava impaciência nem nervosismo com o movimento à sua frente. Nesse mundo tudo é tão rápido, os carros quase voam, as pessoas sempre com pressa. Tudo é tão mecânico, o bom dia já não parece lhe desejar mais um dia bom de fato. Sem ter o que fazer apenas observava. Olhou as mãos rápidas da moça do caixa passar o cartão na máquina.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Bagunça não, independência

idiossincrasia de Everton Mossato

Pela primeira vez moro “sozinho”. Longe dos meus pais e de meu país. Confesso que na minha casa, com meus pais, nunca dei muita atenção para tarefas do cotidiano doméstico. Como varrer o chão, lavar louça, lavar roupa, fazer comida, tomar banho (opa, tomar banho não, isso é igual em qualquer lugar) enfim, arrumar o quarto e esse tipo de coisa. Mas agora, morando sozinho aqui em Coruña a coisa mudou. Na verdade a ideia de ter que me virar com as coisas essenciais à vida social foi algo que contribuiu na decisão de sair de casa, e do Brasil, e fazer um intercâmbio. Em Curitiba as vezes ajudava com a louça, mas muito raramente e fazia comida as vezes, mas era mais quando queria comer algo específico, ou também pra ver se conseguia cozinhar algo que mais alguém fosse capaz de comer. Ano passado como ficava o dia todo fora de casa “não tinha tempo” de arrumar o quarto. Nem eu acreditei nessa, sempre tem tempo se a gente precisa fazer algo.

terça-feira, 22 de março de 2011

Líbia, já vi esse filme antes

Por Everton Mossato

Líbia é um segundo Iraque, não? Mas agora a União Europeia e a ONU estão calejadas, mais espertas e rápidas. Não vão deixar os americanos comerem o bolo sozinho. O quanto rende uma ocupação num país banhado em petróleo? Muito, com certeza. É o bastante para que o já conhecido argumento covarde de hipócrita seja destilado na mídia mundial, sempre homogenia e omissa. Repetir o discurso das grandes potências é uma conduta um tanto infantil aos que se apresentam como comunicadores.

segunda-feira, 21 de março de 2011

AUTOCONTROLEPROPRIODESIMESMO e algumas digressões. Vai encarar?

Sobre o que passa em uma cabeça as três da madruga de um domingo/segunda em La Coruña. Sóbrio e sem sono. Sem edição, revisão ou correção... um tanto filosófico e pseudopsicológico. 
| Everton Mossato

Nunca pensei que seria fácil, muito menos difícil. Nossa mente tem muita força e quase nunca nos damos conta disso. Quando tomei a decisão de fazer um intercâmbio não sabia o que ia enfrentar, imaginava algumas coisas, mas nada de muito concreto.